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terça-feira, 21 de agosto de 2018

PÓ DE MACACO: A DROGA QUE FAZ AS PESSOAS PULAREM DE PRÉDIOS

Ela levou pessoas a pularem de prédios, morder outras e correr para dentro de casas de desconhecidos. Agora, a polícia diz que é apenas uma questão de tempo até que alguém morra como resultado do uso do "pó de macaco" - uma droga sintética que tem sua popularidade em ascensão nas West Midlands, na região central da Inglaterra.
O pó de macaco é uma droga da classe B que está em circulação há vários anos. Mas agora os serviços de emergência de Stoke estão preocupados porque ela está se tornando uma epidemia. A droga pode impedir que os usuários sintam dor e faz com que eles tenham alucinações - tornando-os altamente imprevisíveis. O que a diferencia, no entanto, é que seus efeitos podem durar dias. 
A polícia foi chamada para atender casos em que as pessoas correram em direção a carros e pularam de prédios. Ninguém até agora morreu. Mas há a preocupação de que seja apenas uma questão de tempo para que isso ocorra. Vendido por £ 2 a porção (o equivalente a R$ 10), o pó de macaco é usado por muitos moradores de rua da cidade. Um homem, que se identificou como Ferreiro, disse que usa a droga há um ano.
Jeff Moore, superintendente da polícia de Staffordshire, disse que o órgão atendeu a 950 chamados relacionados à droga nos últimos três meses. "Frequentemente, vemos a paranoia - exemplos de pessoas se jogando no trânsito, pulando de pontes e prédios altos, entrando nas casas das pessoas", diz ele. "Do ponto de vista das drogas, essa é a pior que já vimos. 
E a consequência não apenas de usar a droga, mas também de pessoas colocando a segurança dos outros em risco." Ele disse que foi difícil para os policiais lidarem com ela, uma vez que as pessoas sob o efeito da droga são muito imprevisíveis. 
Moore pediu uma abordagem mais ampla dos problemas sociais e de saúde pública que contribuem para o seu uso. "Não se trata apenas de um grupo de pessoas que estão desabrigadas e na cidade", acrescentou ele, dizendo que pessoas de diferentes origens e idades também a usavam. 

O Ministério do Interior disse que sua estratégia antidrogas "estabelece uma abordagem equilibrada que reúne a polícia, a saúde, a comunidade e parceiros globais para combater o tráfico ilícito de drogas, proteger os mais vulneráveis ​​e ajudar aqueles com dependência de drogas a se recuperarem e mudarem suas vidas". Entre aqueles que vivem no centro da cidade de Stoke, muitos têm visto os efeitos visíveis da droga.

Charlie, um estudante de 18 anos que experimentou a droga algumas vezes, cujo sobrenome foi preservado, diz que nunca mais a tomaria. "Eu me senti estranho", diz ele, lembrando seus efeitos. "Eu senti, na primeira vez que tomei, como se eu estivesse andando como um zumbi. Não é inteligente." Ele diz que tem feito esforços para educar estudantes sobre os perigos da droga em sua faculdade, uma vez que a cidade se torna mais consciente de seus efeitos. Para Molly, a maior preocupação é que a situação piore. "Há muito dela porque os traficantes estão vendendo por apenas 2 libras (R$ 10) cada porção", diz ela. "Com isso tão barato, vai ter muito mais na região de Stoke também".

Fonte: BBC BRASIL

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A ORIGEM DA AIDS

No começo do século XX, os habitantes da selva africana tinham o costume de caçar macacos com o objetivo de comer a carne desses animais. Durante a caça, muitos macacos apresentavam resistência e mordiam os predadores. Quando eles abatiam os animais, esses caçadores colocavam o animal morto nas costas, enquanto o sangue estava descendo. O sangue dos macacos entravam em contato com as feridas dos caçadores.

Naquele exato instante, um vírus que ataca o sistema imunológico dos macacos, entrava em contato com o organismo humano. Em pouco tempo, a ação desse micro-organismo dava origem ao HIV, responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Nesse meio tempo, vários caçadores iam gastar seu dinheiro da caça com prostitutas, e acabavam proliferando a doença.
Existe uma pesquisa feita por uma universidade britânica que diz que o HIV surgiu da união de dois outro vírus que infectam macacos na África. Para chegar nessa nova teoria, os cientistas partiram da hipótese mais aceita sobre o HIV,  de que ele seria uma variação do SIVcpz, um vírus dos chipanzés africanos que teria passado para os seres humanos provavelmente durante a manipulação da carne e do sangue desses animais. Fazendo uma pesquisa genética, os pesquisadores da Universidade de Nottingham descobriram como o vírus SIVcpz foi formado, uma mistura louca de DNA de espécies de macacos.
Os chipanzés costumam se alimentar de outras espécies, como o topete vermelho, que têm o vírus SIVrcm, e os guenons de bigode, que têm o vírus SIVgsn, eles entraram em contato com o sangue desses animais e receberam os dois vírus. A conclusão é que a união desses dois vírus no corpo dos chipanzés deu origem ao vírus SIVcpz, o precursor do HIV.

Inicialmente, as pessoas achavam que a doença teria sido transmitida para o homem a partir de relações sexuais entre homem e macaco, mas isso é uma grande mentira. Os relatos dos sintomas da AIDS eram confundidos com algum tipo de pneumonia ou anemia profunda. Na década de 60, as várias guerras civis da áfrica fizeram com que alguns infectados se refugiassem na Europa, e a partir daí, o vírus da AIDS foi espalhado por várias regiões do planeta.

Mas um estudo recente, diz que onde o vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, a região Centro-Oeste da África, também conhecida como a origem da pandemia de Aids que se espalhou pelo mundo na segunda metade do século XX, aponta um estudo publicado na revista "Science".

Segundo Oliver Pybus, da Universidade de Oxford no Reino Unido, e Philippe Lemey, da Universidade de Leuven na Bélgica, a origem da Aids, que "saltou" dos macacos para os humanos nas selvas Camarões no fim do século XIX, chegou com migrantes à atual Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), de onde começou a se alastrar para o resto do planeta a partir do início dos anos 1920.

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